ana c.




Opto pelo olhar estetizante, com epígrafe de mulher moderna desconhecida (''Não estou conseguindo explicar minha ternura, minha ternura entende?") Não sou rato de biblioteca, não entendo quase aquele museu da praça, não tenho embalo de produção, não nasci pra cigana, e também tenho o chamado olho com pecados. Nem aqui? Recito ww pra você: "Amor, isto não é um livro, sou eu,  sou eu que você segura e sou eu que te seguro (é de noite? estivemos juntos e sozinhos?), caio das páginas nos teus braços, teus dedos me entorpecem, teu hálito, teu pulso, mergulho dos pés à cabeça, delícia e chega -



Ana Cristina Cesar, in: Poética. Companhia das Letras. pág. 68

*** ana c. aquela em que me encontro nas linhas
    

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